Quando O Mágico de Oz encontrou Dark Side Of The Moon
Esses dias fui assistir ao surpreendente bom Oz – Mágico e Poderoso, uma produção de 2013, dirigido por Sam Raimi (Homem-Aranha 1, 2 e 3), estrelado por James Franco, que interpreta ninguém mais, ninguém menos que o Oz em pessoa, e que tem ainda o trio de peso de atrizes belas e talentosas: Mila Kunis, Rachel Weisz e Micelle Williams. O filme é prequel de O Mágico de Oz, ou seja, passa-se antes de Dorothy colocar seus sapatinhos de rubi no caminho de tijolos amarelos, e traz tantas referências ao filme de 1939 (sim senhoras e senhores, o primeiro filme foi lançado há longínquos 74 anos), que senti necessidade de revê-lo. Mas já que o faria, porque não colocar à prova a grande teoria de que o álbum The Dark Side Of The Moon, lançado em 1973 pela banda britânica Pink Floyd, coincidentemente ou não, sincroniza-se perfeitamente com o filme?
Não me pergunte quem um dia teve a brilhante ideia de fazer isso, mas a receita é a seguinte: deixe o filme sem som; quando o leão da MGM rugir pela terceira vez, dê play no CD ou seja lá qual mídia você for utilizar (vinil acho mais difícil, assim como acho difícil alguém ainda ter um toca discos. Eu tenho, mas não funciona); certifique-se de que colocou o álbum para tocar em loop, pois ele dura um pouco mais de quarenta minutos, enquanto que o filme tem 1h41.
Bom, já é uma experiência sensacional pois o álbum todo tem uma sonzeira atrás da outra. E aí as ‘coincidências’ começam a pipocar em todos os cantos, com as imagens e cenas do filme entrelaçando-se com o áudio do álbum, como se fossem feitos um para o outro.
Esse fenômeno até nome tem: The Dark Side Of The Rainbow. Existem versões em que você baixa o filme já com o áudio do disco embutido, e legendas especiais para traduzir as letras das músicas e você poder ver que o que está sendo dito combina com o que está sendo mostrado. O Mágico de Oz não é propriamente um musical, mas vira e mexe Dorothy e sua trupe saem num lálálá pra lá e pra cá. E entre uma canção e outra temos a absurdamente linda até hoje e para todo o sempre Over The Rainbow (recomendo que ouça-a na voz da diva Aretha Franklin. É de arrepiar todos os pelos do corpo até o couro cabeludo), e eis o motivo desta junção de música e filme terem recebido este nome.
Pessoas com muita paciência já detalharam mais de 100 conexões entre música e filme (segundo o texto da wikipedia que você pode lerclicando neste parênteses gigante). Tem também um vídeo no youtube que detalha bem, do tipo, quando ouvimos aviões no disco Dorothy olha para o céu, de um lado ao outro, como se estive acompanhando; quando a cena fica mais tensa, a música também fica; quando a tia de Dorothy aparece e diz alguma coisa, entra a locução de aeromoça. E por aí vai. Infelizmente este vídeo está dividido em várias partes, mas apenas a primeira está funcionando.
Independente se você é fã de Pink Floyd ou não, se tem alguma curiosidade de fazer isso ou não, devo aqui tirar o chapéu para o filme, que é ótimo até hoje, os efeitos, por mais bobinhos que possam parecer aos nossos olhos acostumados com grandes produções, são bem feitinhos, e a história é ótima, o cachorrinho Totó dá um show, assim como o Espantalho que tanto gostaria de ter um cérebro, o Homem-de-Lata que desejava um coração e o Leão que buscava sua coragem. E Oz, aquele mágico de araque.
Só digo mais duas coisas: quero sapatos de rubi também e “não há lugar melhor que o nosso lar”.





Muito bom, eu sou fã de Pink Floyd e já conhecia essa sincronia, é simplesmente fantástica!
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