O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook)
Concorre a oito prêmios no Oscar 2013, de melhor:
Filme;
Diretor (David O. Russell);
Roteiro Adaptado (David O. Russell);
Ator (Bradley Cooper);
Atriz (Jennifer Lawrence);
Ator Coadjuvante (Robert De Niro);
Atriz Coadjuvante (Jacki Weaver);
Edição.
Bob Dylan e Johnny Cash, Led Zeppelin, White Stripes, Alabama Shakes, entre tantas outras sonzeiras. Só pela trilha sonora O Lado Bom da Vida já merece atenção. É um filme diferentão, tem lá seus momentos comédia romântica e de drama também.
Trata sobre um cara, Patt Jr., vivido pelo gato Bradley Cooper, que um belo dia pegou a esposa no pulo do gato com outro cara, no chuveiro, ao som de My Cherie Amour, de Stevie Wonder, a mesma música do casamento deles! Obviamente o cara pirou foda com a situação, foi diagnosticado como bipolar e por conta disso passou oito meses numa clínica de repouso.
O interessante é que não só os pais de Patt Jr. se mobilizam para ajudar na recuperação do filho e sua readaptação perante a sociedade, como o mesmo acontece com Tiffany Maxwell (a ótima Jennifer Lawrence), que após se tornar viúva também pira foda.
E assim essas duas pessoas diferentes acabam meio que se ajudando. Na verdade ela o ajuda mais do que ele, mas o importante é a química entre os dois, e a graça está no relacionamento de duas pessoas tão diferentes.
Outra característica marcante são os diálogos intensos e rápidos, até dificultando um pouquinho no começo para acompanha-los, mas rapidinho a gente pega o jeito e vai que vai.
O filme trata com delicadeza sem ocultar problemas mentais, como o a bipolaridade de Patt Jr., a depressão de Tiffany ou o transtorno obsessivo-compulsivo do Patt pai, interpretado do Robert De Niro, um cara que não é apenas viciado em apostas de jogos de futebol americano, como também é cheio das superstições das mais infundadas que a gente por aqui já cansou de ver em torcedores do nosso futebol. E mãe, Dolores Solitano (Jacki Weaver) também oferece toda uma dinâmica familiar, lidando com essas diferenças de maneira muito natural, sem ser aquela mãe que força a barra, aquela tradicional figura matriarcal que domina a vida dos filhos e marido. Ela é mais do tipo que fica na dela mas com autonomia para tomar suas próprias decisões..
Também é o tipo de filme em que você percebe a pegada diferente do diretor David O. Russel em pequenos detalhes como enquadramento, movimento de câmera, fotografia, e até a trilha sonora já supra mencionada. Tudo isso para deixar esse elenco ótimo brilhar, que com esse roteiro bem redondo, não teria muito mais o que inventar. Claro que não é a comédia romântica dramática mais inovadora de todos os tempos, afinal, sendo comédia romântica, com drama ou sem drama, não tem muito pra onde correr não é mesmo? Mas o clímax do filme entusiasma bem e dá vontade de aplaudir! Está em cartaz por isso não perca a oportunidade de ver: http://www.cinetopazio.com.br/
Direção: David O. Russell
Produção: - Bruce Cohen, Donna Gigliotti
Produção executiva: Jonathan Gordon, George Parra
Roteiro: David O. Russell
Criação original: Baseado no livro The Silver Linings Playbook, de Matthew Quick
Elenco original:
Bradley Cooper
Jennifer Lawrence
Robert De Niro
Jacki Weaver
Chris Tucker
Gênero: Comédia romântica, comédia dramática
Idioma original: Inglês
Música: Danny Elfman
Cinematografia: Masanobu Takayanagi
Edição:Jay Cassidy
Estúdio:The Weinstein Company, Mirage Enterprises
Distribuição:The Weinstein Company
Lançamento:16 de novembro de 2012 (EUA), 1º de fevereiro de 2013 (BRA)






Gostei muito,o que não me agradou tanto foi o final,ele não precisava encaixar pra finalizar o filme,faltou um pouquinho de ousadia.
ResponderExcluirÉ verdade, não precisa entregar tudo mastigadinho né, ainda mais sendo um filme independente.
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