A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty)
Concorre o Oscar 2013 a cinco prêmios, de melhor:
Filme
Atriz - Jessica Chastain
Roteiro Original - Mark Boal
Edição de Som - Paul N. J. Ottosson
Montagem - Dylan Tichenor e William Goldenberg
A Hora Mais Escura se revelou uma agrável surpresa, pois ao contrário do que imaginava, o filme não é americanóide e trata de maneira bem sincera e direta sobre o longo caminho percorrido por agentes da CIA até encontrar o paradeiro de Osama Bin Laden. Inicia apenas com o áudio de pedido de socorro das vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001. Logo parte para 2003, quando a jovem agente da CIA Maya (Jessica Chastain) vai ao Paquistão trabalhar em informações sobre o paradeiro de membros do al-Qaeda. O detalhe é que o filme não tenta esconder que, sim, a tortura era o principal meio de conseguir informações e que sim, após confessar os prisioneiros são executados.
Também somos apresentados a um outro lado menos glamourizado do que usualmente vemos em filme de espionagem. Não há super tecnologia. Não há agentes-ninjas que lutam, atiram e super espertos para sacar o que o inimigo planeja com atencedência suficiente para fazer uma emboscada. Maya trabalha com seus colegas num escritório empoeirado, assiste depoimentos sob tortura em fitas VHS, e entre um atentado e outro cometido contra a equipe, ouvem o desabafo do chefe de que aquelas 20 e poucas pessoas na sala de reuniões são as únicas trabalhando em espionagem para localizar Bin Laden. Não há mais ninguém.
E a partir do momento em que o escândalo de Guantanamo veio à tona, a tortura deixou de ser um meio de obter informações. Justamente aí que finalmente localizam um dos mensageiros de maior confiança de Bin Laden, citado por diversos prisioneiros. E então chegam à casa onde há possibilidade de ser o local onde Osama está escondido. Mas como fazer um ataque baseado em 60% de certeza, sendo que havia 100% de certeza de que havia armas nucleares no Iraque, e chegando lá não encontraram nada? E se cometessem o mesmo erro novamente?
No filme não há bandeira dos EUA tremulando no céu, nem apela para cenas de enterro ao som de corneta fúnebre. Apenas relata como foi o trabalho para capturar e assassinar o líder do al-Qaeda em maio de 2011. Sem panos quentes. E por isso ganhou minha simpatia.
Ficha Técnica
Direção: Kathryn Bigelow
Produção: Kathryn Bigelow; Mark Boal; Megan Ellison
Roteiro: Mark Boal
Elenco original:
Jessica Chastain
Jason Clarke
Joel Edgerton
Gênero: Thriller/Ação
Idioma original: Inglês
Música: Alexandre Desplat
Diretor de arte: Jeremy Hindle
Diretor de fotografia: Greig Fraser
Figurino: George L. Little
Edição: William Goldenberg; Dylan Tichenor
Estúdio: Annapurna Pictures
Distribuição: Columbia Pictures; Universal Pictures
Lançamento: 19 de dezembro de 2012 (EUA); 18 de janeiro de 2013 (BRA)




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