Ted


Nada como um feriadão para conseguir por os assuntos em dia. Neste consegui ver dois ótimos e divertidos filmes. Assim, um atrás do outro (tks Topázio Cinemas por manter esses filmes em cartaz e ainda por cima na versão legendada!).
Pela ordem óbvia da cronologia vamos começar por Ted. Uma comédia clássica. Arriscaria até de classificar como comédia romântica. E não apenas pela relação entre o personagem principal John Bennett (Mark Wahlberg) e Lori Collins (Mila Kunis), mas também pela amizade com o ursinho de pelúcia que magicamente toma vida quando John era um solitário garoto sem amigos, Ted (dublado e dizem as más línguas alter ego de Seth MacFarlane, criador da série Family Guy/Uma Família da Pesada, entre outras). MacFarlane fez também os movimentos do ursinho, usando a mesma tecnologia aplicada para dar vida ao Gollum de O Senhor dos Anéis ou ao símio Cesar de Planeta dos Macacos – A Origem.
Como já faz umas semanas que Tedestreou, você já deve estar sabendo de toda a polêmica em torno do filme. Pessoas desavisadas levaram crianças para assistir, achando que era uma história infantil, e surpresa, o conteúdo é bem adulto. Não a toa, a censura é de 16 anos. E olha que nem aparecem peitinhos, bundinhas nem nada. Apenas muitas piadas e nossos queridos protagonistas, John e Ted, consumindo álcool e drogas.
A história, sinceramente, não tem nada demais. Amigos desde sempre, um arruma uma mulher que vale a pena querer ser uma pessoa mais responsável, enquanto o outro não precisa de nada disso. Ele só quer saber de farrear com seu melhor amigo. Acontece que um deles é um ursinho de pelúcia super fofo e politicamente incorreto.
O melhor mesmo da história são as piadas e tiradas excelentes. Peca um pouco em regionalizar demais algumas. Afinal, o filme passa no mundo todo e não apenas nos EUA. Mas tudo bem, eles se acham o centro do universo mesmo... Mas a gente usa a imaginação para quando Ted diz que as mulheres de Boston são feias e gozam esquisito, para os sotaques e tal. E claro que temos as piadas universais sobre judeus, gordos e gays. Eu, que considero tosquíssimas piadas sobre peidos, achei que as que estão no filme bem engraçadas também.
Os dois melhores momentos para mim ficam com a música criada pelos amigos que morrem de medo de trovões e os trocentos nomes que Mark-Mark diz ao tentar adivinhar o nome da namorada de Ted, que segundo o mesmo, é um “white trash name”, sabiamente traduzido como “nome de piriguete”. Já a parte chata, mas reconhecidamente importante para o enredo, foi do vilão, muita coisa dispensável e sem a menor graça.
Aliás, minha maior curiosidade não era ver um ursinho fazendo subversões e sim como Mark Wahlberg se sairia contracenando com um boneco. E não é que ele se saiu bem? Bem divertido também nas cenas de ação, até a luta com o ursinho, a intimidade com a namorada, formando um casal bem bacana... É claro que ele tem que tomar muito toddynho ou ter um Scorcese na vida para fazer com que seu nível dramático fique razoável, mas para uma comédia descompromissada ficou bem legal.
O filme traz ainda participações de Ryan Reynolds (Lanterna Verde. Alguém viu?) e Sam Jones (Flash Gordon, que eu achava ser uma série japonesa) entre tantos outros nomes bastante conhecidos das séries de TV.
Se você acha que o mundo é quadrado e tudo deve ser correto e em seu lugar, passe longe. Mas aqueles que têm senso de humor e sabem que nem tudo tem que ser levado ao pé da letra, vai se divertir bastante em quase duas horas do filme. E não faça como eu esperando um feriado para ir ao cinema hein. Vai que sai de cartaz...

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