Skins: oh crianças, isso é só o fim
SPOILER ALERTA!
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Rich, meu metaleiro favorito, comemora sua aprovação na universidade para estudar literatura inglesa e filosofia fazendo air guitar de camisetinha e cuecas fofas ao som de Black Sabbath, e em determinado momento deste series finale diz para seu melhor amigo, Alo, o Farmboy:
“Conseguimos, Alo. Chegamos lá. Perdemos nossas virgindades, nos apaixonamos... E na verdade, nos divertimos pra cacete”.
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| Rich e sua amada Grace, ainda viva, em Marrocos |
Ok, Rich está num momento zen alucinógeno após a morte de sua amada Grace (o motivo de drama de toda essa temporada). Linda, poética e triste a cena deles na piscina, e hilário quando Matt se desculpa com Rich por ter fugido da cena do acidente, e Rich diz: “Tudo bem. Grace disse que está de boa”, e Matt, com toda aquela cara de louco psicopata, se conhece Raulzito, teria pensado “é, e quando acabar o maluco sou eu”.
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| Franky fugindo até pela piscina |
Esses foram os momentos que mais gostei. Quando Skins tem um episódio “everyone” é bem mais distribuído entre a galera, mas desta vez o foco foi Franky, e por causa dela o episódio não foi tão legal quanto deveria para fechar essa geração e finalizar de vez Skins.
Ela estava naquela vibe auto-destrutiva, de repente resolve procurar a mãe. Vai de carona com um caminhoneiro para outra cidade e descobre que tem uma irmã e que mamãe junkie está morta. Matt e Nick ficam disputando quem merece o amor dela, e ela fugindo, fugindo, sem saber o que realmente precisa para ser feliz.
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| Liv termina sem perspectiva nenhuma |
Liv é outra que está infeliz. Como fodeu qualquer perspectiva de ir pra faculdade, fodeu a amizade com Mini, ficou culpando Franky pela morte de Grace, se apegou ao amigo gay Alex, mas ele também segue em frente. Ele também tem mais o que fazer do que tentar suprir as carências dela.
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| Mami Mini e Papi Alo |
Alo e Mini finalmente se entendem, e apesar da gravidez de risco, os dois estão super apaixonados (finalmente Mini parou de ser bitch), e felizes com a perspectiva de se tornarem pais. E mesmo sendo recomendado que Mini fique em repouso, eles não poderiam perder a última grande festa desta geração, e todo mundo sabe que as festas de Alex são arrasadoras. Franky, claro, fica com ciúmes da aproximação dos dois, até porque ela tentava compensar o seu próprio abandono tentando cuidar de uma criança que não é dela.
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| Matt no fim diz que ama o irmão e se entrega à polícia |
E no final cabe à Grace acertar a cabeça de Franky (sim, as alucinações com a doce garota melhor amiga de todos não são privilégio apenas de Rich), e acredito que é um sábio conselho para todos os adolescentes que se sentem perdidos e incompreendidos em algum momento da vida:
“A vida é frágil, Franky, precisa parar de fugir, ou nunca estará realmente vivendo, certo? Pare de ser uma vadia louca. Apenas seja Franky. Conte a verdade e tudo ficará bem”.
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| Nick e seu amor por Franky |
A verdade é que ela ama os irmãos Matt e Nick, mas sabe que não pode ficar com nenhum dos dois, e encontra sua redenção quando descobre que a mãe não está morta, e sim vivendo numa espécie de clínica.
E a redenção da série veio com o nascimento do bebê de Alo e Mini após a super balada, e Rich, o mais sóbrio, o mais pé no chão, o que tem mais domínio e noção dos acontecimentos nos presenteia com sorriso maduro e um “adeus” de fazer as lágrimas rolarem por saber a falta que sentiremos de nossos amigos desvirtuados.









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