Os Homens Que Não Amavam as Mulheres
Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres concorre no Oscar 2012 aos seguintes prêmios:
Atriz (Rooney Mara);
Fotografia;
Montagem;
Edição de Som;
Mixagem de Som
Merece ganhar esses prêmios? Sim. Mas ganhar é outra história, afinal neste ano temos tantos filmes tão bons, que fica difícil prever.
Fui ao cinema com a expectativa no modo extremo. Adorei os livros (Millenium é composto três volumes, Os Homens Que Não Amavam As Mulheres, A Menina que Brincava com Fogo e A Rainha do Castelo de Ar, obras do sueco Stief Larsson). Aliás, sinto falta da indicação de melhor Roteiro Adaptado, pois o filme de David Fincher (Seven, Clube da Luta, o Curioso Caso de Benjamin Button, etc.) é excelente. Sim, correspondeu a todas minhas expectativas e já na abertura dos créditos somos brindados a um videoclip com imagens fantásticas ao som de Immigrant Song do Led Zeppelin. Fincher sempre mandou muito bem na produção/direção de videoclips, e sua parceria com Trent Reznor já rendeu, por exemplo, o Oscar de Melhor Trilha Sonora por A Rede Social, no ano passado, e senti falta desta indicação também neste ano.
Em primeiro lugar, acho importante explicar o título do filme. Lá fora foi lançado como The Girl with the Dragon Tatoo, mas aqui mantiveram o mesmo nome do livro e há uma explicação que é dada logo nas primeiras páginas: “Na Suécia 18% das mulheres já foram ameaçadas por homens pelo menos uma vez na vida”. Entenda, não é uma questão de opção sexual, e sim da violência a que a mulheres sofrem nas mãos dos homens, e isso, obviamente, não fica restrito à Suécia. O elenco do filme é ótimo, Daniel Craig convence como jornalista processado por difamação Mikael Blomkvist e não consigo imaginar outra atriz fazendo Lisbeth Salander que não seja Rooney Mara. Temos até um pessoalzinho carimbado de séries fazendo pequenas participações, como o detetive de The Killing (outra adaptação de história sueca) fazendo quase que figuração, e o odiado Charles Widmore de Lost (I can’t let it go), entre outros.
Bom, após Mikael sofrer o processo, é procurado por um industrialista de uma tradicional família para que o ajude a solucionar o assassinato de sua sobrinha, que ocorreu há quarenta anos, e o crime permanecia sem solução, assim como o corpo nunca foi encontrado. Paralelamente acompanhamos a trajetória de Lisbeth, que com sua memória fotográfica é capaz de investigar diversos casos, e suas habilidades de hacker a obter respostas por meios ilegais. Eles acabam se unindo e descobrindo mais um odiador de mulheres.Devo alertar que há cenas pesadas no filme, mas a catarse que conquistamos depois valem muito a pena. Os Homens que não Amavam as Mulheres é um filmaço.




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