Almodóvar, seu louco
Que os filmes do diretor espanhol Pedro Almodóvar não são nem um pouco convencionais não é novidade para ninguém. Mas mesmo assim ele faz parte de um pequeno grupo de diretores que basta ter seu nome para nos levar ao cinema (infelizmente no dia de estréia aqui em Indaiatuba apenas umas 15 foram assistir). E se, de médico e louco todo mundo tem um pouco, o protagonista deste novo filme de Almodóvar, Robert Ledgard, vivido por Antonio Banderas, é muito médico e muito louco. Aliás, o nome do filme, “A Pele que Habito” é perfeito e define toda a história. O problema é contá-la sem estragar seu grande trunfo. Classificado como gênero de terror, o filme traz aquele outro ritmo de cinema que aos poucos pouco vemos. Mais lento, mais denso, mais autoral. Adaptado de um livro chamado Tarântula, do escritor francês Thierry Jonquet, não acho que chega a ser um filme de terror, e sim um grande suspense.
Já que não dá para contar muito da história sem estragar o fim, vamos falar da atriz que rouba a cena, Elena Anaya, fazendo o papel de Vera, a tal “pele” em questão. Bom , ela é linda, seu corpo é perfeito para quem prefere mais enxutinhas que voluptuosas, e quando a história vira ela realmente convence você de que é quem você nem esperava que fosse. Sem ter estrelado grandes filmes, mas com uma longa lista no curículo, acredito que em logo logo ela será mais uma queridinha de Hollywood. Talento, afinal, não lhe falta.
Espanha, 2011
117 minutos
Terror
Direção:
Pedro Almodóvar
Roteiro:
Pedro Almodóvar, Thierry Jonquet (romance)
Elenco:
Antonio Banderas
Elena Anaya
Blanca Suárez
Jan Cornet
Marisa Paredes




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