Vampiros, vampiros e mais vampiros
Um filme sobre vampiros. Dois atores lindos. Uma atriz que ainda deve fazer filmes melhores. Excelente trilha sonora. História cativante. Não estou falando de Crepúsculo, Lua Nova ou Eclipse, e sim de Entrevista com Vampiro. Não vou ficar aqui comparando se o drama dos sanguessugas de 1994 era melhor ou pior que o drama dos atuais. Mas que o elenco era uma supernova comparado com os estrelas cadentes que interpretam os personagens de Stephanie Meyer, isso sim! Tom Cruise já era "o cara". Brad Pitt então, nem se fala. E ainda tinha a Kristen Dunst, pré-adolescente, e com uma carreira interessante pela frente, Antonio Banderas, Christian Slater...
O xis da questão é que, quando Entrevista com o Vampiro foi lançado, eu era adolescente. Achava Tom Cruise interessante e Brad Pitt um dos homens mais lindos do planeta (ainda acho). Era época do grunge, então homem com cabelo comprido também contava muitos pontos positivos (ainda conta). E história de vampiro é sempre fascinante. Essa coisa de não morrer, não envelhecer, viver reclusamente, não poder amar sem matar, etecetera e tal. Sim, eu também tinha todos aqueles hormônios muito loucos que tomam conta do corpo das meninas numa intensidade que abasteceria uma pequena hidrelétrica. Mas nem por isso eu ficava me descabelando histericamente como se estivesse vendo John, Paul, George e Ringo em carne e osso na minha frente.
Pois é assim que as meninas se comportam cada vez que Robert Pattison (o Edward) dá uns beijinhos comportados na Bella, ou Taylor Lautner (o Jacob) aparece sem camisa. Achei o primeiro filme, Crepúsculo, sofrível. O segundo, Lua Nova, tão ruim que deixou o primeiro melhorzinho. Mas como:
1º Simplesmente amei os livros, embora a senhora Meyer esteja a anos-luz de ser um José Saramago, Gabriel Garcia Marques ou, quiçá, Anne Rice, não tem como não se apaixonar pelo Edward Cullen;
2º David Slade, o diretor do terceiro filme, Eclipse, fez um dos melhores filmes do circuito alternativo dos últimos tempos (MeninaMá.com), e um filme de vampiro com cara de filme de terror (30 Dias de Noite)
3º Não quero ser uma velha carrancuda que se incomoda com a felicidade alheia
Por esses motivos, me armei de bom humor, três amigas e um chopinho por que ninguém é de ferro, e lá fui eu ver Eclipse no cinema. Não sei se é porque fui dois dias após a estreia, mas desta vez a plateia estava menos afoita, e tinha até uns meninos no meio! Claro que rola uns comentários alheios que arrancam muitas risadas - para ira do lanterninha - e teve até aplausos! Sim, não estou inventando. A meninada realmente gostou do filme.
Ok, Eclipse definitivamente é o melhor dos três exibidos até hoje. Os efeitos especiais e as cenas de ação ficaram realmente muito bons. Porém é difícil manter a harmonia entre a ação e aquele nhenhenhém todo de “Edward ama Bella, Jacob ama Bella, Bella ama Edward mas o Jacob é tão gostoso que ela tem que tirar uma casquinha e o cornão do Edward lida com tudo isso numa boa”. E enquanto isso o pau ta comendo solto entre o clã Cullen, unido com alcateia Quileute, para combater um pequeno exército de vampiros recém criados, cujo único objeto é matar a Bella, tudo arquitetado pela Victoria, uma vampira ruiva bonitona (embora a atriz dos outros dois filmes fosse infinitamente mais bonita do que a fez a Victoria em Eclipse), com o objetivo de vingar a morte de outro vampiro bonitão, o James, lá no primeiro filme.
Outra coisa que já cansou também é aquela choradeira de “ser vampiro é ruim, não temos alma, matamos para sobreviver, somos monstros buábuábuá”. Eu já decidi que se um dia vier a ser vampira não vou ficar com essas crises de consciência não.
Num balanço geral, acho que Eclipse merece uma nota 6, um C+. Cheguei à conclusão de que o cinema não vai mesmo conseguir passar todo o sentimento que o livro passa, em partes porque Robert Pattison nem é tão bonito para fazer o papel do Edward. Em partes porque os dramas do coração às vezes são tão delicados que é preciso muito tempo para contá-los. Se Stephenie Meyer seguisse a cartilha de J. K. Rowling (autora de Harry Potter), e matasse uns personagens importantes no meio caminho, talvez até comovesse mais. E em partes também porque o bicho vai pegar só em Amanhecer, com sexo, a Bella virando vampira e nascendo um ser nunca visto antes. E tudo isso com os Voltori na cola para encher o saco.





Esta vendo? eu havia dito pra vc... Os vampiros crespuculianos são meio fashion demais, esse negocio de no sol virar porpurina... sei lá!
ResponderExcluirStephenie Meyer carrega os 3 primeiros livros com tão pouca aventura que as vezes a gente se pergunta por que tanta pólvora na agulha do revolver se ninguem dá tiro.
Mas enfim, esses livros chegaram na época certa, época da adolescencia Emo.
Vc reparou que os personagens do filme tem pelo menso 20 cms a menos do que nos livros? Jacob é um gigante nos livros...
E se fosse Bella tirava não só uma casquinha, tirava a pele toda do lobo!!
Mas continuo a falar Anne Rice é o bicho... e Brad continua sendo o vampiro das estrelas!!! Angelina que o diga!
Acho que vocês estão substimando os filmes da série Crepusculo... critica contrutiva as vezes são bem vindas porém criticas igual estas do blog .. nao tem fundamentação nenhuma.. é uma pena mesmo detestei a matéria,
ResponderExcluirUé, achei que tinha sido boazinha... Não tem como negar que em questões de roteiro e direção e atuação os filmes são muito ruins, não coneguem passar a emoção dos livros - que eu adoro por sinal. E mesmo achando ruins, vira e mexe assisto de novo, só porque adoro a história, não porque sejam uns puta filmes do caralho, que não são. E no dia da estreia de Amanhecer estarei eu lá na fila do cinema em meio às mesmas adolescentes cheias de hormônios me divertindo com tudo isso, adorando e odiando.
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