Jovens, loucos e rebeldes
O título acima é meramente figurativo. Não estou aqui para falar de um dos meus filmes favoritos (cujo título original é Dazed and Confused, rodado nos anos 1990 mas ambientado nos anos 1970), e sim de outros jovens, loucos e rebeldes, desta vez os britânicos contemporâneos de Skins, que por aqui é exibido no canal pago VH1 as quartas-feiras, às 23h. Comecei a assistir a série de forma descompromissada, e o pior aconteceu: viciei. Sim, sou uma junkie de seriados televisivos tanto quanto os protagonistas da história, só que no caso deles o vício é por álcool e drogas.Um dos aspectos mais legais de Skins é mostrar, sem maquiagens, como realmente funciona essa transição tão complexa, de deixar de ser criança mas ainda não ser um adulto. Considero a série um eficiente manual para pais e mães que simplesmente não sabem lidar com o fato de seus pequenos príncipes e princesas de repente virarem seres alienígenas com comportamento bem distante daquele idealizado. Sexo, drogas, distúrbios alimentares, gravidez indesejada, problemas familiares e até problemas mentais são constantes na história, porém sem esquecer que adolescente também ama. Ama intensamente, desesperadamente, incontrolavelmente, obsessivamente.
Nem mesmo Skins está livre da maldição de séries adolescentes. Afinal, uma hora ou outra a garotada vai ter que terminar a escola, escolher uma faculdade ou arrumar um emprego e tentar se virar longe das asas dos pais. A jogada dos produtores foi original e após duas temporadas - que são super curtas, com dez episódios cada - todo o elenco foi substituído, tendo como única base a irmã-precoce-problema de Tony Stonem (Nicholas Hoult), a linda Effy (Kaya Scodelario). Para minha dependência química essa troca não foi muito boa. Gosto de continuidade. É por isso que sou tão ligada em séries. De repente não saber se (...)
atenção, spoilers a vista.
Se você prefere ver com seus próprios olhos
ao invés de ler em textos alheios,
é melhor parar por aqui
(...) Sid Jenkins (Mike Bailey) encontrou Cassie Ainsworth (Hannah Murray) em Nova Iorque e se os dois ficaram juntos, ou se Tony conseguiu manter sua relação com Michelle Richardson (April Pearson) mesmo com cada um ter ido para uma universidade diferente. E o que dizer da Jal, de luto por ter perdido Chris, ou de Maxxie (absurdamente lindo), que foi para Londres ser bailarino com o namorado e de última hora ainda levou seu melhor amigo Anwar, que conseguiu a proeza de tirar as piores notas possíveis no exame final?Enquanto passei a terceira temporada inteira esperando que algum deles desse o ar da graça, comecei a me interessar por aquele bando de novos moleques junkies. Algumas novas histórias são incorporadas, mas a essência é sempre a mesma. Se na terceira temporada vemos eles se metendo em diversas confusões, na quarta o clima fica mais pesado. São garotos perdidos, que não sabem que rumo tomar, com a dependência química ficando mais evidente, os corações partidos cada vez mais difíceis de cicatrizar, o desamparo familiar mais forte. Essa temporada deixou toda a leveza de lado e dá um soco no estômago por episódio (menos o do JJ, que foi bem chatinho). Ao final parece que você levou uma bela de uma surra moral. Foram apenas oito episódios, e apesar das histórias fortes, e com o final chocante e indefinido, foi mais fácil colocar um ponto final nos Skins 2ª geração. Não sei se a série continua, de repente com os irmãos do Cook e das gêmeas mais uma vez incorporando o espírito rebelde, mas devo admitir que vai ser difícil manter a mesma força das duas primeiras temporadas, que foi se esvaindo na 3ª e 4ª. Dizem que Skins vai virar filme, inclusive com a possibilidade de encontro das duas gerações. Parece também que a MTV americana vai adaptar a série, mas que terá um estilo diferente. Vai que eles são tão bem sucedidos como foi a versão americana de The Office, que é bem mais legal que a britânica. Acho difícil, mas não custa imaginar...





eu meio que me apaixonei pelo sid
ResponderExcluirhahahahahhahahhaa
e não só por ele mas tb pelas histórias deles e tudo que eles passaram. fico imaginando se isso realmente acontece na vida de adolescentes.
ResponderExcluir