Cougar Town e saga das quarentonas
Antes que tenha ofendido alguém com o título acima, ressalto que não há nada de pejorativo. Afinal, ser trintona, quarentona, cinquentona e etc. faz parte de nossa existência. O problema é a penca de estereótipos sociais que estes títulos carregam. Mas às vezes ajudam tirar aquela imagem de que a vida (sexual, principalmente) acaba na menopausa e que o melhor é ficar em casa fazendo tricô e vendo novela. Mais uma vez sou forçada a citar Sex and the City, onde a personagem Samantha desmistifica tudo isso.
E agora, na estreia do canal Sony da semana passada vemos Courteney Cox (sim, a Monica de Friends) encarnando uma quarentona, recém divorciada, mãe de um adolescente e com sérios problemas de alto estima. O Cougar do título da série (puma, numa tradução pobre) é um tipo de gíria para se referir às mulheres mais maduras que adoram um garotão. Mas a própria Cox já declarou que acha o título um tanto quanto inadequado, uma vez que sua personagem, Jules Cobb, não se centra apenas em homens mais jovens e sim em busca de um novo amor, que pode estar na porta ao lado, quem sabe!
Aliás, é a estrela de Cox que carrega a série, com direito a participação de ex-Friends para garantir a alegria dos órfãos da sitcom mais legal dos últimos tempos. Como eu era muito fã de Dirt, a série anterior que Cox protagonizou, deixando de lado um personagem pastelão como ela faz em Cougar, para uma verdadeira megera mas ultra competente diretora de uma revista de fofocas de Los Angeles. Infelizmente Dirt foi cancelada com poucos episódios produzidos para a segunda temporada, e Cox rapidamente iniciou este novo projeto. Aparentemente está dando certo, já que a série teve renovação para a segunda temporada anunciada pela ABC nesta semana. Mas mesmo assim, não aparenta ter muita longevidade. Talvez eu queime a língua, mas os personagens precisam ser melhorados. Merece mais destaque o filho adolescente Travis, vivido por Dan Byrd, e a melhor amiga e vizinha Ellie, interpretada pela excelente Christa Miller.
Às vezes, uma série demora para engrenar, mas com o tempo entra nos eixos e fica bem bacana. O problema é se demorar para pegar no tranco. É o caso de Lipstick Jumgle (foto ao lado), que tratava dos problemas de mulheres também quarentonas. Ok, eu sei que a Victory Ford, interpretada por Lindsay Price não tinha nem 40 anos, mas as personagens de Brooke Shields, como a executiva Wendy Healy, e Kim Raven, que vivia a editora chefe Nico Reilly, já estavam nessa faixa etária e viviam problemas com carreira/filhos/homens e por aí vai. Aliás, a Nico da história era uma cougar legítima, com direito a garotão bonitão e tudo. Mas o fim de Lipstick veio com a demora de ficar legal. E quando isso aconteceu, já era tarde demais.
Até acho Cougar Town uma série bacana, mas não dá aquela viciada, aquela dependência de precisar ver o próximo episódio de qualquer maneira. Digamos que como entretenimento descompromissado vale a pena acompanhar. Todas as quintas-feiras, às 21h30, no canal pago Sony.




Já há uma rede social de mulheres Cougar.
ResponderExcluirParece que está a ter um enorme sucesso.
http://www.cougarwomens.com